|

O Programa Petrobras Cultural está patrocinando a gravação do CD “BRASSIL Interpreta Compositores da Paraíba” com a música contemporânea de doze artistas atuantes na Paraíba (entre eles José Alberto Kaplan, Eli-Eri Moura, J. Orlando Alves e Didier Guigue), além da circulação em algumas capitais brasileiras para a realização de concertos/palestras. Esse CD é o resultado da parceria entre o Laboratório de Composição Musical da UFPB (COMPOMUS) e o BRASSIL, grupo de metais e percussão do Departamento de Música da UFPB.
Os concertos de lançamento do CD (com palestras dos compositores Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves) serão franqueados ao público e ocorrerão nos seguintes locais e datas:
BELO HORIZONTE - 08 DEZ 2008, 18h
Sala Sérgio Magnani (Fundação de Educação Artística)
SÃO PAULO - 10 DEZ 2008, 12h
Auditório Olivier Toni (Departamento de Música da ECA-USP)
RIO DE JANEIRO - 12 DEZ 2008, 18h
Sala Villa-Lobos (Instituto Villa-Lobos/UNIRIO)
JOÃO PESSOA - 16 DEZ 2008, 20h30min
Sala Bangüê (Fundação Espaço Cultural)
PROGRAMA
Belo Horizonte
J. ORLANDO ALVES
Intensificações
para quinteto de metais e piano
TICIANO ROCHA
Daedalus
para quinteto de metais
LUIZ CARLOS OTÁVIO
Perpetuum
para quinteto de metais
WILSON GUERREIRO
Luares de Intermares
para quinteto de metais e percussão
MARCÍLIO ONOFRE
Chamber Echo
para quinteto de metais,
percussão e piano
ELI-ERI MOURA
Nouer II
para trombone e piano
ARIMATÉIA DE MELO
Calidoscópio
para quinteto de metais
JOSÉ ALBERTO KAPLAN
Burlesca para quinteto de metais e piano |
São Paulo
PAULINO NETO
Polycontinuum
para quinteto de metais e percussão
DIDIER GUIGUE
Lied
para quinteto de metais
JORGE RIBBAS
Adriatic Mood
para quinteto de metais e percussão
MARCÍLIO ONOFRE
Chamber Echo
para quinteto de metais,
percussão e piano
WILSON GUERREIRO
Luares de Intermares
para quinteto de metais e percussão
ELI-ERI MOURA
Nouer II
para trombone e piano
J. ORLANDO ALVES
Intensificações
para quinteto de metais e piano
JOSÉ ALBERTO KAPLAN
Burlesca
para quinteto de metais e piano |
Rio de Janeiro
J. ORLANDO ALVES
Intensificações
para quinteto de metais e piano
DIDIER GUIGUE
Lied
para quinteto de metais
ROGÉRIO BORGES
Quinteto N.º 1
para quinteto de metais
MARCÍLIO ONOFRE
Chamber Echo
para quinteto de metais,
percussão e piano
WILSON GUERREIRO
Luares de Intermares
para quinteto de metais e percussão
ELI-ERI MOURA
Nouer II
para trombone e piano
TICIANO ROCHA
Daedalus
para quinteto de metais
JOSÉ ALBERTO KAPLAN
Burlesca
para quinteto de metais e piano |
João Pessoa
MARCÍLIO ONOFRE
Chamber Echo
para quinteto de metais,
percussão e piano
DIDIER GUIGUE
Lied
para quinteto de metais
J. ORLANDO ALVES
Intensificações
para quinteto de metais e piano
ROGÉRIO BORGES
Quinteto N.º 1
para quinteto de metais
WILSON GUERREIRO
Luares de Intermares
para quinteto de metais e percussão
JORGE RIBBAS
Adriatic Mood
para quinteto de metais e percussão
ELI-ERI MOURA
Nouer II
para trombone e piano
LUIZ CARLOS OTÁVIO
Perpetuum
para quinteto de metais
ARIMATÉIA DE MELO
Calidoscópio
para quinteto de metais
JOSÉ ALBERTO KAPLAN
Burlesca
para quinteto de metais e piano |
BRASSIL
O BRASSIL (trocadilho do inglês “BRASS” = instrumento de metal com o nome BRASIL) é um quinteto de metais, acrescido de percussão, formado por professores da Universidade Federal da Paraíba. Neste CD, conta com a participação especial do pianista José Henrique Martins, também Professor da UFPB, e do percussionista Dennis Bulhões, Bacharelando em Música na mesma instituição. Com destaque internacional e quatro CDs gravados (dois dos quais na Inglaterra), o Grupo alia excelente técnica, clareza interpretativa e espontaneidade em suas apresentações, resultando num trabalho de total empatia com o público. O BRASSIL realizou concertos em todas as regiões brasileiras e em diversas cidades da América do Sul, da América do Norte e da Europa. Fez diversas gravações para programas radiofônicos, incluindo alguns da BBC de Londres e da WBGH de Boston, sempre enfatizando a divulgação da música brasileira. Realizou concertos com expoentes da música instrumental internacional e brasileira, como Charles Schlueter (Boston Symphony Orchestra), Per Brevig (Metropolitan Opera, Nova Iorque), Christian Lindberg, Egberto Gismonti, Sivuca, Dominguinhos, entre outros.
O BRASSIL tem norteado jovens instrumentistas brasileiros, desenvolvendo um trabalho intenso de educação musical, participando dos principais festivais de música instrumental do País em cidades como Curitiba, Belém, Brasília, Fortaleza, Londrina, Campos do Jordão, Recife, São Paulo e Belo Horizonte. Sem esquecer suas raízes, o Grupo tem contribuído na formação musical das Bandas de Música de diversas cidades do interior brasileiro, dando, assim, oportunidade de realização profissional e de ascensão social a diversos músicos de baixa renda.
Nesta parceria com o COMPOMUS, o BRASSIL protagonizou um trabalho inédito na região Nordeste do País, o de trabalhar de perto com os compositores locais, ministrando oficinas e ensaiando suas peças. O trabalho resultou na realização de vários concertos na cidade de João Pessoa, na apresentação de um programa totalmente dedicado aos compositores do COMPOMUS em um dos concertos da Segunda Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso, realizada em Cuiabá, em 2006, e, agora, na gravação deste CD patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural.
INTÉRPRETES
INTEGRANTES DO BRASSIL
Ayrton Benck – Trompete e Flugelhorn
Gláucio Xavier – Trompete e Flugelhorn
Cisneiro Andrade – Trompa
Radegundis Feitosa – Trombone
Valmir Vieira – Tuba
MÚSICOS CONVIDADOS
José Henrique Martins – Piano
Dennis Bulhões – Percussão
COMPOSITORES E OBRAS
(Todos os compositores deste CD fazem parte do COMPOMUS)
ARIMATÉIA DE MELO – Calidoscópio (2005)
Para quinteto de metais
Natural de João Pessoa-PB (31 MAR 1950), Arimatéia de Melo é Professor do Departamento de Educação Musical da UFPB e Regente Assistente do Coral Universitário da Paraíba Gazzi de Sá. Há mais de 30 anos atua no campo da música coral como compositor, arranjador e regente. Estudou regência com Pedro Santos e Antônio Carlos Batista Pinto Coelho. Na área da composição, estudou com Carlos Galvão, Conrado Silva, Clóvis Pereira, Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves. Sua extensa produção composicional inclui peças para diversas formações camerísticas, coro e orquestra.
Em CALIDOSCÓPIO, dois materiais referenciais são organizados e modificados temporalmente ao reagirem a ações como colisão, distanciamento, atração e repulsão, da mesma forma que, num calidoscópio, fragmentos móveis de vidro colorido se refletem sobre um jogo de espelhos angulares e se transformam com o movimento rotativo, produzindo um sem-número de combinações de imagens.
DIDIER GUIGUE – Lied (1988)
Para quinteto de metais
Nascido na França em 1954, Didier Guigue reside em João Pessoa desde 1982. Doutor em Música e Musicologia do Século XX pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris, França, 1996), compõe música acústica e eletrônica num estilo eclético, que abrange tanto a computer music experimental quanto o rock progressivo, no qual podem aflorar referências afro-brasileiras, com enfoque no que se costuma chamar música eletroacústica. Em 1999, lançou no Brasil o CD Vox Victimae (CPC-UMES 518). Tem obras eletrônicas publicadas em CDs especializados na Inglaterra (Organized Sound, Cambridge University Press, 1998, vol. 3, n. 1), nos Estados Unidos (Southern Cones: Music Out of Africa and South America, Leonardo Music, 2000, vol. 10), e no Brasil (Música Eletroacústica Brasileira, vol. III, Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica, 2004). É Professor e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Paraíba. Coordena o Log3, laboratório experimental de música digital em tempo real, e com o Mus3 (Musicologia, Sonologia e Computação), grupo que dirige no Departamento de Música, realiza pesquisas na interseção entre musicologia sistemática e computação.
LIED é o segundo movimento de uma suíte de cinco movimentos autônomos, composta em 1988 e chamada Land of Feeling, que visita estilos e linguagens ecléticas, da canção tonal a processos aditivos algorítmicos, da fuga a cinco vozes à indeterminação controlada, e da qual chegam a aflorar elementos da música popular e do jazz.
ELI-ERI MOURA – Nouer II (2006)
Para trombone e piano
Natural de Campina Grande-PB (30 MAR 1963), Eli-Eri Moura é Doutor em Composição pela McGill University (Canadá), compositor, regente, teórico e professor dos programas de graduação e pós-graduação em música da UFPB. Estudou composição com José Alberto Kaplan e Mário Ficarelli, no Brasil, e com Alcides Lanza, John Rea e Brian Cherney, no Canadá. Seu catálogo inclui peças para diversos grupos de câmara, coro e orquestra, assim como músicas para peças de teatro, vídeos e filmes. Suas trilhas sonoras ganharam diversos prêmios em festivais brasileiros. Lançou os CDs Trilhas(1996),Réquiem Contestado (1996) e Música de Câmara (2006), este (patrocinado pelo Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, do Estado da Paraíba) com o GRUPO SONANTIS (UFPB), do qual é fundador e diretor. Sua música de concerto tem sido apresentada freqüentemente no Brasil e no Exterior em vários festivais, incluindo o World Music Days Festival, da International Society for Contemporary Music. Em 2008 foi premiado pela FUNARTE com a “Bolsa de Estímulo à Criação Artística”. Tem divulgado seu trabalho no campo da teoria da música através de palestras no Brasil, América do Norte e Europa, e em periódicos nacionais e internacionais, a exemplo do Contemporary Music Review. Idealizou e fundou em 2003 o Laboratório de Composição Musical da UFPB (COMPOMUS), catalisando a implantação da área de composição nessa Universidade nos níveis de extensão, graduação e pós-graduação.
NOUER II integra uma série de bagatelas para piano e diferentes instrumentos solistas, na qual, de peça para peça, a parte do piano se mantém igual, e a do segundo instrumento é reescrita. A idéia é que essas partes se posicionem em diferentes relações de foreground e background, bem como em distintos substratos de conteúdo, até que se conectem num nó musical. Em especial, a parte do piano é submetida a uma transformação em que a hierarquia dos parâmetros musicais muda ao mesmo tempo em que mudam as unidades do discurso. Ela expande-se a partir de eventos musicais que representam o parâmetro harmônico, passa por estágios que tipificam o parâmetro da textura, até ser expressa por configurações lineares que denotam o parâmetro da melodia.
JORGE RIBBAS – Adriatic Mood (2006)
Para quinteto de metais e percussão
Jorge Ribbas é natural de Garanhuns-PE (06 MAR 1964) e reside na cidade de Campina Grande-PB desde 1982. Realizou Mestrado em Composição na UFPB, sob orientação de J. Orlando Alves. No COMPOMUS, também estudou com Eli-Eri Moura. Além de ativista cultural que tem produzido, dirigido e gravado CDs de diversos artistas locais, é arranjador, instrumentista e educador. Sua produção composicional inclui peças para orquestra e diversas formações camerísticas.
ADRIATIC MOOD baseia-se numa estrutura rítmica inspirada na prática musical de algumas regiões do Leste Europeu.
J. ORLANDO ALVES – Intensificações (2006)
Para quinteto de metais e piano
Natural de Lavras-MG (13 MAR 1970), J. Orlando Alves reside na Paraíba desde 2006. É Doutor em Música pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (2005). Participou dos Panoramas da Música Brasileira Atual, de 1994 a 2005; da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, Rio de Janeiro-RJ, em 1997, 2003 e 2007; da Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso, Cuiabá-MT, em 2004 e 2006; e do Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-Americanos, Belo Horizonte-MG, em 2001. Recebeu os seguintes prêmios: 1.º lugar na categoria Duos e 2.º lugar na categoria Quintetos no Primeiro Concurso FUNARTE de Composição (2001); 1.º lugar no VII Concurso Nacional de Música IBEU (2003); Menção Honrosa no Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri, promovido pela Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo(2005); e 3.° lugar no Concurso SESIMINAS de Composição para Orquestra de Câmara, Belo Horizonte (2006). Em 2008 foi premiado pela FUNARTE com a “Bolsa de Estímulo à Criação Artística”. É Professor da Universidade Federal da Paraíba e atual Coordenador do COMPOMUS.
Composta a partir da concepção de massas sonoras, INTENSIFICAÇÕES ressalta mudanças graduais de densidade e dinâmica. A idéia de um contínuo sonoro foi materializada nas articulações prolongadas e defasadas dos metais, sempre em oposição à precisão métrica do piano.
JOSÉ ALBERTO KAPLAN – Burlesca (1987)
Para quinteto de metais e piano
Natural de Rosário, Argentina (16 JUL 1935), José Alberto Kaplan mudou-se para a Paraíba em 1961 e adotou a cidadania brasileira em 1969. É pianista, regente, pedagogo, compositor e teórico. Estudou piano com Arminda Canteros, Ruwin Erlich, Nikita Magaloff e Wladyslaw Kedra; composição com Julián Bautista e Alcides Lanza; contraponto com Cláudio Santoro; e regência orquestral com George Byrd. Recebeu diversos prêmios, entre os quais o Diploma de Honra no VI Concurso Internacional de Piano Maria Canals (Barcelona, Espanha, 1960); o 1.º Prêmio no I Concurso Brasileiro de Composição de Música Erudita (FUNARTE, Rio de Janeiro-RJ, 1978); e o 2.º lugar no Concurso Nacional de Obras Corais (FUNARTE, Rio de Janeiro-RJ, 1979). Em 1977, gravou com o pianista Gerardo Parente o disco Piano Brasileiro a Quatro Mãos, e em 1979, lançou o disco Cantata pra Alagamar. Suas peças para piano, violão, coro misto e diferentes combinações instrumentais foram editadas no Brasil, na Alemanha e nos Estados Unidos, e várias obras suas foram também gravadas no Brasil e no Exterior. Em 1994, lançou o CD Kaplan: Obras Escolhidas. Foi Professor do Departamento de Música da UFPB de 1964 a 1996, ano em que se aposentou. Em 1999, publicou o livro autobiográfico Caso me esqueça(m) – Memórias Musicais. Em 2003, lançou o CD Obras para Piano, com seleção de treze obras de sua autoria, e em 2005, o seu terceiro CD, José Alberto Kaplan — Obras Orquestrais.
BURLESCA inicia com uma introdução lenta que inclui dois temas contrastantes. Essa introdução é seguida da música burlesca propriamente dita, que se baseia num motivo de fácil assimilação, escrito sobre uma célula rítmica de caráter sincopado. O motivo imprime à obra um balanço que caracteriza tanto a música brasileira quanto a centro-americana. Esses dois blocos se alternam, gerando uma extensa forma rondó-sonata.
LUIZ CARLOS OTÁVIO – Perpetuum (2005)
Para quinteto de metais
Natural de João Pessoa-PB (08 AGO 1957), Luiz Carlos Otávio é Licenciado em Educação Artística pela UFPB. Estudou composição com Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves. É professor, regente e arranjador de vários corais na cidade de João Pessoa. Foi vencedor de diversos festivais de música locais. Atuou como membro do Musiclube da Paraíba, grupo difusor da música popular paraibana.
PERPETUUM desdobra-se em movimento contínuo, utilizando harmonias e texturas baseadas quase que exclusivamente em intervalos de quartas. A peça faz referências a aspectos harmônicos e melódicos da música popular brasileira.
MARCÍLIO ONOFRE – Chamber Echo (2006)
Para quinteto de metais, piano e percussão
Natural de João Pessoa-PB (07 FEV 1982), Marcílio Onofre realizou Mestrado em Composição na UFPB, sob orientação de Eli-Eri Moura e co-orientação de Didier Guigue. Realizou cursos com Almeida Prado e Jocy de Oliveira como bolsista nos Festivais Internacionais de Inverno de Campos do Jordão nos anos de 2005 e 2007. Participou da XVI Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no Rio de Janeiro (2005). Em 2006, recebeu Menção Honrosa no VII Concorso Internazionale di Composizione per Istrumento Solista (Itália) e foi finalista do ICC – International Composition Competition PIANO 2006, em Tóquio, Japão. É co-autor, com os compositores Samuel Correia e Wilson Guerreiro, da trilha sonora do monólogo Diário de um Louco, com texto de Nikolai Gogol e direção de Jorge Bweres e André Morais, com a qual recebeu o prêmio de Melhor Música no VI Festival Nacional de Teatro de Guaçuí–ES (2005) e no XIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga–CE (2006). É membro do Grupo de Pesquisas Mus3 (Musicologia, Sonologia e Tecnologia) da UFPB e integra o Log3, laboratório experimental de música digital em tempo real coordenado por Didier Guigue. Sua produção inclui obras para instrumento solo, música de câmara, orquestra e teatro.
Apresentando um primitivismo rítmico e um discurso fragmentado e estático, CHAMBER ECHO tem a nota sol como o seu agente gerador de unidade e coerência, moldando de diversas formas o grande universo de timbres que emana dos metais, do piano e da percussão. Foi especialmente composta para apresentação na Segunda Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso, Cuiabá-MT, em 2006, pelo BRASSIL.
PAULINO NETO – Polycontinuum (2006)
Para quinteto de metais e percussão
Natural de João Pessoa-PB (01 OUT 1979), Paulino Neto é Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba e Mestre em Performance Musical pela Universidade de Montreal, Canadá (2008). Estudou composição com Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves. Sua produção composicional inclui peças para diversas formações camerísticas, orquestra e trilhas sonoras para filmes. Recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original (Júri Técnico) no 28.º Festival Guarnicê de Cinema (2005), em São Luís-MA, com o filme O Senhor de Engenho, do diretor paraibano Bertrand Lira. É doutorando em Performance Musical, sob a orientação do professor Peter McCutchion, na Universidade de Montreal.
POLYCONTINUUM é caracterizada por uma sucessão de contrapontos imitativos distribuídos nos vários registros dos metais, em função da criação de um movimento policontínuo. A peça é dedicada ao tubista do Brassil Valmir Vieira.
ROGÉRIO BORGES – Quinteto N.º 1 (2005)
Para quinteto de metais
Natural de Itaporanga-PB (07 DEZ 1969), Rogério Borges é Bacharel em Trompete pela UFPB. Iniciou seus estudos de composição, harmonia e arranjo com José Alberto Kaplan e, posteriormente, estudou com Ian Guest, Eli-Eri Moura e J. Orlando Alves. É autor de diversas peças para orquestra sinfônica, banda de música, quinteto de metais, quarteto de trombones, e várias outras formações camerísticas. Estréias e gravações de suas peças foram realizadas por diversas orquestras nordestinas. É arranjador da Orquestra Sinfônica da Paraíba; Regente, Diretor e Arranjador da Orquestra Parahyba Pop Band e do Grupo de Câmara Parahybrass; e Professor de Trompete da Escola de Música Antenor Navarro do Estado da Paraíba.
QUINTETO N.º 1 faz parte de um ciclo de três obras para metais e se baseia em quatro acordes e quatro escalas, montados a partir de um sistema quartal de alturas.
TICIANO ROCHA – Daedalus (2005)
Para quinteto de metais
Natural de João Pessoa-PB (14 ABR 1982), Ticiano Rocha é Mestre em Composição pela UFPB (2007) sob orientação de Eli-Eri Moura. Realizou oficinas de arranjo com Adail Fernandes e de trilha sonora com David Tygel. É membro colaborador do Grupo de Pesquisas Mus3 (Musicologia, Sonologia e Tecnologia) da UFPB e integra o Log3, laboratório experimental de música digital em tempo real coordenado por Didier Guigue. Sua produção inclui obras para orquestra sinfônica e diversas formações camerísticas. É Professor e Coordenador do Curso de Graduação em Música da Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá-MT.
DAEDALUS alterna duas idéias musicais — uma baseada na repetição rápida de notas, outra em arpejos e notas longas — e suas variações, na tentativa de construir duas temporalidades musicais independentes entre si. Seu nome deriva da construção harmônica que, como um labirinto, progride sobre uma tabela de alturas predefinidas.
WILSON GUERREIRO – Luares de Intermares (2006)
Para quinteto de metais e percussão
Wilson Guerreiro nasceu em Corumbá-MS (10 MAIO 1945) e reside na Paraíba desde 1971. Iniciou estudos de teoria musical ainda criança com o próprio pai, músico militar. Engenheiro de Eletrônica pelo ITA (1970) e Ph.D. em Eletrônica pela Universidade de Southampton, Inglaterra (1979), atuou como professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFPB no período 1971-1999, sempre dividindo seus interesses entre a área tecnológica e a arte musical, atuando como instrumentista, compositor e produtor musical. Teve sólida formação musical em cursos de composição, harmonia e instrumentos, tendo estudado com renomados professores, entre os quais Eli-Eri Moura, J. Orlando Alves, Marco César de Oliveira Brito e Liduino Pitombeira. Sua produção inclui peças para diversas formações camerísticas, orquestra sinfônica e trilhas sonoras para teatro e vídeo. Recebeu o Prêmio de Melhor Música no VI Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, Espírito Santo (2005), e no XIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, Ceará (2006), pela trilha sonora, composta em parceria com Marcílio Onofre e Samuel Correia, do monólogo gogoliano Diário de um Louco, dirigido por Jorge Bweres e André Morais. Em 2006, sua peça Éolos, para quinteto de metais e percussão, foi apresentada pelo Brassil na Segunda Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso, Cuiabá-MT.
Em LUARES DE INTERMARES, o compositor trabalha com pequenos fragmentos melódicos imersos em diferentes tipos de textura. Esses fragmentos são organizados e modificados temporalmente visando à criação de um grande número de combinações, superposições, fusões e desdobramentos. Construída dessa maneira, a estrutura gera uma narrativa móvel e transmudante, com diversas velocidades e transformações internas, à guisa das feições da Lua vista da beira-mar do Bairro de Intermares, Cabedelo-PB.
FICHA TÉCNICA
Produtor
Wilson Guerreiro
Direção Musical
Eli-Eri Moura, Radegundis Feitosa
Coordenador do COMPOMUS
J. Orlando Alves
Assistente de Produção
Marcílio Onofre
Estúdio de Gravação
SG Studio Digital (João Pessoa–PB)
Técnicos de Gravação
Patrick Onofre, Sérgio Gallo
Edição Digital
Adriano Ismael, Sérgio Gallo
Mixagem/Masterização
Sérgio Gallo
Ilustração da Capa
Alexei Solha
Projeto Gráfico
Alexei Solha
Texto em Inglês
Eli-Eri Moura
Impressão Gráfica
Gráfica Santa Marta – João Pessoa–PB
Afinador de Piano
Francisco R. Ebbers

|